Na 15ª Semana Nacional do Marketing, em pleno Congresso Nacional do Marketing, com o tema reanimar o marketing entrevistamos Rodrigo Carvalho da Nutri Ventures, ele que foi o primeiro a subir ao palco no painel: reanimação através da inovação, e Manuel Pinheiro da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV).

 

Transcrição de entrevistas:

Pergunta:
É verdade que o Marketing está morto, porquê e o que está na essência do Marketing?

Resposta:
O marketing atual está morto e à que o reanimar. Tem de se premiar o erro e procurar a diferenciação. Ir para lá de procurar e seguir a moda e não carregar tudo no melhor preço.

 

P:
Fala-nos um pouco sobre a diferenciação e do que é um monopólio temporário?

R:
O monopólio temporário é um conceito que o Kjell A. Nordström, falou no seu Livro Funky Business que se baseia em criar pequenos monopólios que nós exploramos ao máximo para fazer o negocio crescer até uma empresa grande venha fazer o mesmo a um menor custo, onde depois passamos a ser um seguidor.

Para nascer esses monopólios temporários temos de ser criativos e inovadores e aceitar que qual pessoa o pode ser.  A criatividade não é mais que a imaginação num processo para criar valor e a exploração dessa criatividade é a inovação. A criatividade não é mais que a imaginação num processo para criar valor e a exploração dessa criatividade é a inovação.

Todos podemos ser inovadores, desde que tenhamos a coragem para explorar essa criatividade, olhando para dentro de si e ver: “o que é aquilo que eu tenho que mais ninguém tem e o que e como o posso explorar”.

E por último fazer uma coisa muito humana baseada nas pessoa e esquecer um pouco a marca. Fazer coisas de pessoas para pessoas.

 

P:
Referiste também que a pirâmide de Maslow pode já não estar muito atualizada, fala-nos um pouco mais sobre isso.

R:
Quem trabalha na industria do lazer, repara que a necessidade das pessoas têm de fugir da dor e procurar o prazer é uma necessidade tão basilar quanto todas as outras necessidades fisiológicas de que Maslow falava. Quando vemos o quanto é gasto de tempo e dinheiro para fugir da realidade, quer seja com entretenimento que seja com drogas, é onde nós vemos que isso é uma necessidade básica do ser humano.

 

P:
Segundo o que citaste, “um ser humano consegue reter apenas 25% das informações absorvidas num dia um ser humano consegue reter apenas 25% das informações absorvidas num dia e com isso pergunto 3 pontos que deveremos reter da tua apresentação?

R:

1. Esse marketing que estamos a fazer está morto, estamos a entregar todo o trabalho em dinheiro para as equipas de venda para estes o colocarem em preço

2. É possível fazer a diferença acreditando em inovação. Na inovação a serio, é necessário correr riscos, não utilizar as mesmas fontes e premiar um pouco a falha. O caminho faz-se errando, só há inovação com erro. O caminho faz-se errando, só há inovação com erro.

3. Lembrar  que as pessoas deverão estar no centro de tudo. No centro do que nós somos e no centro do que nós fazemos. Tem de ser algo mais humano do que apenas uma marca que atende às necessidades do ser humano.

 

 

Manuel Pinheiro, Vinhos Verdes

 

P:
3 Pontos essenciais da sua apresentação para que não esteve aqui presente?

R:

  1. Em Portugal temos grandes vinhos, não só os verdes. O mercado nacional é um mercado extremamente difícil, o externo um pouco mais fácil.
  2. A diferenciação dos produtos é essencial para estes vinhos, como o verde ser jovem, leve e fresco.
  3. Falei também sobre a diferença entre uma marca de produtor, uma marca da empresa e uma marca da região. Várias marcas associadas ao mesmo produto. O que nem sempre é fácil de gerir

P:
Algo que mencionou muito na apresentação e me surpreendeu que é a questão de muitos intervenientes na produção de um vinho e como isso dificulta a exposição lá fora.

R:
Sim, é necessário haver muita coordenação e trabalhar muito em equipa para ter sucesso. No caso de Portugal, há uma associação que promove os vinhos portugueses, Vini Portugal, e depois cada região tem a sua associação. Depois há muita pressão nas empresas necessitam de investir mais em comunicação e pequenas empresas que não o conseguem fazer, necessitam do apoio das associações para os ajudar a ter massa crítica nas cooperativas a fazer esse investimento.

 

P:
Outro ponto que o Manuel mencionou foi o enoturismo. Pensa que esse mercado possa ser outro ponto de tracção para o turismo em Portugal?

R:
Sim sem dúvida. O enoturismo só por si é limitado mas o enoturismo ligado ao resto do turismo acresce muito valor ao turismo em Portugal. Um turista que vá ao Algarve, a Lisboa ou ao Porto, repara que está a 30 minutos de uma visita a produtores de vinho. O que gera valor, emprego e mesmo emprego fora dos grandes centros. Locais como a California, são locais que já fazem isso muito bem e de onde Portugal pode aprender.

 

P:
Uma última questão Manuel, o que diferencia o Vinho Verde?

R:
O Vinho Verde é jovem leve e fresco, esta é a nossa assinatura e não há outro assim. É um vinho que de facto tem muita influência do clima e do mar, por isso é que o Vinho Verde é um vinho mais fino, mais leve, que se liga bem com a gastronomia mais leve. E é único, as castas com que fazemos o vinho verde só existem em Portugal.

 

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